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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O BLOG DE NOTICIAS DE MARANGUAPE II

Genoino, Delúbio e Valério pegam 4 anos de cadeia em MG

A Justiça Federal de Minas Gerais condenou na segunda-feira (15) o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, o empresário Marcos Valério e outras quatro pessoas ligadas a ele (Ramon Hollerbach, Cristiano Paz e Rogério Tolentino) pelo crime de falsidade ideológica. O processo é um desdobramento da ação do mensalão e julga um empréstimo de R$ 10 milhões do BMG tomado pela empresa de Tolentino. "O montante de valores emprestados conjugado com a baixa arrecadação da empresa é forte indício de que o acusado estava a par do esquema criminoso e agiu deliberadamente com vistas a edificá-lo", disse a juíza Camilo Franco Velano em sua decisão. Genoino e Delúbio foram sentenciados a quatro anos de prisão, enquanto Marcos Valério foi condenado a quatro anos e seis meses. Os três acusados já foram condenados no Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão, mas suas penas ainda não foram definidas. Cabe recurso da decisão da Justiça de Minas.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O BLOG DE NOTICIAS DE MARANGUAPE II

A caminho da prisão? Cúpula do PT é condenada por corrupção no mensalão e especialistas ouvidos por ISTOÉ dizem quais condenados devem ir para a cadeia

DESTINO Tremembé Os réus paulistas do mensalão, como José Dirceu e João Paulo Cunha, poderão cumprir pena no Complexo Penitenciário de Tremembé (acima) Durante o julgamento do mensalão, na última semana, os ministros do STF condenaram o ex-ministro José Dirceu por corrupção ativa. A corte concluiu que Dirceu comandou de dentro do Palácio do Planalto um esquema de compra de apoio político no Congresso. O STF selou ainda o destino de outros dois réus do PT: José Genoino, ex-presidente do partido, e Delúbio Soares, ex-tesoureiro, também considerados culpados por corrupção. Nas próximas semanas, após encerrar a votação, os ministros passarão para a fase chamada de dosimetria, quando são estabelecidas as penas dos réus. Juristas esperam nova polêmica nessa parte do julgamento, pois a corte ainda não decidiu se um magistrado que votou pela absolvição poderá opinar sobre a punição do réu. De qualquer forma, já é possível fazer uma previsão sobre a pena que caberá a cada um dos pelo menos 25 condenados. Especialistas em direito penal e magistrados ouvidos por ISTOÉ estipulam que o ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro Delúbio Soares pegarão cinco anos de prisão em regime semiaberto. A pena, se confirmada, os obrigará a se apresentar todas as noites em uma penitenciária.
Para se chegar a esse cálculo, foi levado em consideração o critério da aplicação de penas brandas para réus primários. Do contrário, a punição dos dois ficaria em pelo menos oito anos, o que determinaria o regime fechado. Mas, apesar dessa projeção, o regime fechado não pode ser totalmente descartado. Existe a possibilidade de os magistrados do Supremo levarem a punição ao teto da pena prevista para o crime de corrupção ativa, que é de 12 anos. Outra hipótese de majoração da pena é se Dirceu for condenado na próxima semana por formação de quadrilha. “Nada pode ser descartado, mas os ministros estão mais preocupados em condenar do que em estabelecer grandes penas. O semiaberto dá uma expedição de mandado de prisão, o que para a sociedade já é um símbolo de punição”, resume Romualdo Sanches Calvo, presidente da Academia Paulista de Direito Criminal.
Por ser de São Paulo, a tendência é que Dirceu – condenado a regime semiaberto ou fechado – cumpra a sentença no Complexo Penitenciário de Tremembé, que recolhe Alexandre Nardoni, Elize Matsunaga e Pimenta Neves. O presídio do Vale do Paraíba, a 140 quilômetros de São Paulo, é a única instituição do Estado que cumpre os requisitos necessários para abrigar réus como os do mensalão. É lá que a Secretaria de Administração Penitenciária coloca presos envolvidos em crimes de grande repercussão, que poderiam ter a vida ameaçada se tivessem que conviver com detentos comuns.
CONDENADO Valdemar Costa Neto deve receber pena de nove anos Quem também pode engrossar a lista dos detidos em Tremembé são os deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP). De acordo com o especialista em direito penal Tiago Ivo Odon, membro da comissão de juristas que analisam a reforma do Código Penal, os dois devem receber pena de pelo menos nove anos. Dos réus paulistas, o ex-presidente do PT José Genoino é o que tem mais chances de se livrar da penitenciária e cumprir pena alternativa, de pagamento de multa ou prestação de serviços à sociedade. Já a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), poderá ser o destino de oito réus mineiros do mensalão condenados por crimes que somam mais de oito anos de pena. Entre eles está o publicitário Marcos Valério, que será condenado a pelo menos 12 anos de prisão, segundo penalistas. Lá, o preso mais célebre é Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo, acusado de assassinato.
Fotos: Marcio Fernandes/AE; Sérgio Lima/Folha Imagem; NILTON FUKUDA/AE

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O BLOG DE NOTICIAS DE MARANGUAPE II

Avenida Brasil: Carminha é a vítima da vez Relação da megera com o pai, o inescrupuloso Santiago, transforma vilã em figura que inspira piedade

A lista de maldades praticadas por Carminha (Adriana Esteves) ao longo de Avenida Brasil é longa. Na reta final da novela, porém, a vilã que provocou raiva no público tem se mostrado uma figura que inspira piedade. A mudança ocorre por algo até agora ausente da trama: a relação dela com o pai, o inescrupuloso Santiago (Juca de Oliveira). O fator surpresa, revelado ao público apenas na última semana do folhetim, transformou a vilã em vítima. "Quem diria que eu teria que esperar mais de 30 anos para ver a minha filha como uma moça educada", disse Santiago, enquanto Carminha lavava os pés do pai numa bacia de água. O novo visual da megera do do Divino também tem ajudado a criar uma imagem mais simpática aos telespectadores. Os cabelos loiros, antes soltos, foram presos, e as roupas incrementadas e claras foram substituídas por peças surradas. Essa Carminha low profile, agora, prova do próprio veneno: é manipulada. Para completar o quadro da nova Carminha, o autor revelou algo importante no capítulo desta segunda-feira: foi Santiago, e não Lucinda, quem matou a mãe da ex-vilã. Ele aproveitou o momento de fraqueza da mulher, que havia acabado de descobrir sua condição de traída, para se apoderar de seus bens.

Duda Mendonça é absolvido de lavagem e evasão de divisas

O ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello deu o sexto voto pela absolvição do publicitário da campanha de Lula em 2002, Duda Mendonça, e sua sócia, Zilmar Fernandes, da acusação de lavagem de dinheiro no processo do mensalão. Com isso, os dois réus foram absolvidos integralmente pelo STF, uma vez que já havia maioria para livrá-los da acusação de evasão de divisas. Para Celso de Mello, decano da corte, não ficou provado que Duda e Zilmar tinham conhecimento da existência de crimes antecedentes relativos aos recursos recebidos no exterior por meio de uma offshore. Ele destacou que os crimes antecedentes listados na denúncia seriam os desvios de recursos no Banco do Brasil e na Câmara e os empréstimos fraudulentos nos bancos Rural e BMG. Estes fatos, porém, ocorreram depois de fevereiro de 2003, quando Duda abriu a conta para receber os recursos. Os ministros voltaram a debater sobre o tema. O relator, Joaquim Barbosa, afirmou que o crime antecedente seria a evasão de divisas feita em cada remessa. Ele disse ainda que somente depois do escândalo se descobriu que a conta era de Duda. Os advogados de Duda e Zilmar, Antonio Carlos de Almeida Castro e Luciano Feldens, chegaram a usar a tribuna para esclarecer algumas questões. Almeida Castro observou que Duda entregou seu passaporte na abertura da conta, enquanto Feldens afirmou que não houve denúncia sobre a evasão de divisas como crime antecedente. Celso de Mello considerou culpados por evasão de divisas Marcos Valério, seu ex-sócio Ramon Hollerbach, a ex-diretora da agência Simone Vasconcelos, a ex-presidente do Rural Kátia Rabelo e o ex-vice José Roberto Salgado. Votou ainda pela absolvição do outro sócio de Valério, Cristiano Paz, da ex-funcionária da agência Geiza Dias e do ex-diretor do Rural Vinicius Samarane.