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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O BLOG DE NOTICIAS DE MARANGUAPE II

MARINA SILVA ADIA PLANOS PARA NOVO PARTIDO E ISSO PREOCUPA ALIADOS PARA 2014

SÃO PAULO - Com um capital eleitoral de 20 milhões de votos, conquistados na eleição presidencial de 2010, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva pretende deixar para 2013 a discussão sobre a criação de um novo partido, o que tem causado preocupação entre seus aliados. Em conversas com parlamentares, ela, que deixou o PV no ano passado, disse que vai aguardar o fim destas eleições para avaliar melhor a questão. Essa demora tem levado aliados a temer o risco de a legenda não ser criada a tempo de concorrer em 2014. Nas últimas semanas, deputados e senadores de PV, PT, PDT, PSOL, PSDB e PPS procuraram aliados de Marina para ajudar na fundação da sigla. Para concorrer, o novo partido precisa reunir, no mínimo, 482 mil assinaturas de apoio e ter seu pedido deferido pela Justiça Eleitoral até outubro de 2013. O PSD, criado pelo prefeito Gilberto Kassab, levou oito meses para cumprir os requisitos exigidos pela legislação eleitoral. No ano passado, uma ala do PPS ofereceu a Marina a estrutura do partido para lançá-la à sucessão presidencial. Ela tem dito, porém, que só voltará à vida partidária se for numa sigla nova. — Ainda não está clara a natureza desse partido e ainda não está clara a disposição da Marina Silva em criá-lo. Essa discussão vai se colocar depois das eleições municipais, porque, antes, está todo mundo focado no processo eleitoral — disse o deputado federal Alfredo Sirkis (PV-RJ). Se não for possível criar a tempo uma nova legenda, aliados de Marina admitem duas alternativas: o Partido Ecológico Nacional (PEN), fundado este ano, e o Partido do Meio Ambiente (PMA), que já recolhe assinaturas. O presidente nacional do PMA, Jurandir Silvério, diz que a sigla já reuniu 128 mil assinaturas certificadas e espera conseguir as 354 mil restantes até abril. O dirigente da futura legenda relata que membros da sigla tem conversado com aliados de Marina e diz que a estrutura do partido está à disposição, caso ela queira disputar a sucessão presidencial em 2014. — Há integrantes do nosso partido que têm conversado com aliados da ex-ministra e já fizeram o convite. O partido não só teria a Marina Silva como candidata, como modificaria a estrutura dos nossos diretórios para agregar os seus aliados. Cederíamos espaços na hierarquia da sigla — disse Silvério. Há um mês, em encontro com os deputados federais Alessandro Molon (PT-RJ) e José Antônio Reguffe (PDT-DF), Marina disse que gostaria de contar com os parlamentares em sua nova empreitada. Na conversa, afirmou que a nova sigla, que poderia ser lançada em 2013, seria proveniente do movimento suprapartidário lançado por ela em 2011. Ela já conversou também com a vereadora Heloísa Helena (PSOL-AL) e o deputado federal Walter Feldman (PSDB-SP). Marina afirmou a um Jornal que, neste momento, pretende discutir apenas o seu movimento suprapartidário e reconheceu que há pessoas, que integram a iniciativa, defensoras da criação de uma nova legenda. — É precipitado pensar em fazer um partido político com a lógica puramente eleitoral. Estou discutindo um movimento suprapartidário. O movimento é democrático. Uma parte, se quiser fazer o partido, pode fazê-lo, mas não será o movimento — disse Marina

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Conselho Federal de Medicina proíbe terapia antienvelhecimento

A resolução entra em vigor nessa sexta-feira e os médicos que a descumprirem podem sofrer punições
Antienvelhecimento: A terapia hormonal, principal prática desse tipo de terapia, fica restrita a pacientes com deficiência comprovada da substância (Thinkstock) A partir dessa sexta-feira, o Conselho Federal de Medicina (CFM) proíbe a prática de terapias antienvelhecimento no país. Passa a ser vetada a prescrição de qualquer tipo de hormônio ou outras substâncias com finalidade de reduzir os efeitos do envelhecimento. Os médicos que adotarem tais práticas estarão sujeitos a penalidades. A resolução 1999/2012, publicada no Diário Oficial, restringe o uso de hormônios, permitindo sua recomendação apenas para pacientes com deficiência comprovada. De acordo com o relatório do CFM, uma revisão dos estudos publicados sobre o assunto nos últimos seis anos concluiu que “encontram-se evidências claras de riscos e prejuízos à saúde e nenhuma ou pouca evidência de benefícios para a capacidade funcional, qualidade de vida, cognição e para prevenir doenças crônicas associadas à idade”. Dessa forma, a indicação da terapia hormonal para pacientes com níveis normais da substância fica proibida. “Estão vendendo a ilusão do antienvelhecimento para a população sem nenhuma comprovação científica e que pode fazer mal à saúde. Com a idade, o metabolismo mais lento e a ingestão de algumas substâncias podem aumentar o risco de várias doenças”, afirma Elisa Franco Costa, geriatra que auxiliou na pesquisa do CFM. Além da terapia hormonal, o parecer também proíbe a prescrição de vitaminas, antioxidantes e hormônios bioidênticos como terapia antienvelhecimento. Os testes de saliva, utilizados para acompanhamento da menopausa ou doenças relacionadas ao envelhecimento, também estão vetados, por não haver evidências científicas de sua eficácia. Repercussão - Para Edson Peracchi, presidente da Academia Brasileira de Medicina Antienvelhecimento, a resolução do CFM é positiva para evitar exageros, mas é restritiva no sentido da evolução científica. “O que vai acontecer, na prática, é que serão realizados novos trabalhos científicos e, com a evolução dos estudos, seguramente essa resolução será revista”, afirma. Ele ressalta que a medicina antienvelhecimento não tem como objetivo transformar pessoas em super-homens, mas “evitar doenças e sintomas tidos como inevitáveis”. Peracchi contesta a resolução em certos aspectos. “A proibição de medicamentos é uma tarefa do Ministério da Saúde, através da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). É ilegal o CFM tentar legislar e tomar para si incumbências jurídicas que não são dele. Os hormônios são legalizados no mundo inteiro. Logo, se não é proibido em nenhum lugar do mundo, o CFM não é o órgão capaz de ditar essa regra”. Gláucia Carneiro, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia de São Paulo, explica que os hormônios são medicamentos legalizados e importantes em alguns tratamentos. Para ela, a resolução impede apenas uma prática sem efeitos comprovados e serve de alerta para a população. “Quando falta o hormônio, a gente pode repor. O problema é que as pessoas estão usando sem critérios. O hormônio do crescimento, por exemplo, pode aumentar o risco do desenvolvimento de tumores e diabetes. Todos os hormônios têm seus riscos e não há nada que comprove seu uso com efeito antienvelhecimento”, diz. Precedentes- Em agosto deste ano, o CFM publicou um parecer desaconselhando a prática da medicina antienvelhecimento, em caráter orientador. A partir de agora, com a resolução, o médico fica o impedido de praticar a terapia, podendo até ter seu registro profissional cassado caso descumpra a norma. A resolução sobre a medicina antienvelhecimento se relaciona com uma série de decisões anteriores do CFM. Desde 2010, está em vigor uma resolução que desautoriza o uso de técnicas sem eficácia comprovada cientificamente. Também no mesmo ano, foi divulgado um alerta quanto à ineficácia da medicina ortomolecular.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A novela que fisgou até os homens, Avenida Brasil arrebata a plateia masculina, que garante à trama índices de audiência superiores aos das finais do futebol

O relógio marcava 20h55 da terça-feira 9 quando o funcionário público Wilson Rosa, 62 anos, caminhava na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, e percebeu que não daria tempo de chegar em casa para ver Carminha, a personagem da atriz Adriana Esteves, ser humilhada em “Avenida Brasil”, a novela das oito da Rede Globo. Angustiado por perder um momento-chave da trama que coleciona picos de audiência, sugeriu à esposa, a dona de casa Célia Regina Barcellos, 58 anos, para assistirem ao capítulo num quiosque da orla com televisão. Não estavam sozinhos. Cerca de 60 pessoas, a maioria homens, compartilharam com o casal a derrocada da vilã mais sedutora dos últimos anos. Nos últimos sete meses, a obra de João Emanuel Carneiro mobilizou não só Wilson Rosa, mas todo o Brasil. O capítulo da segunda-feira 8, quando Carminha foi desmascarada, bateu o recorde de audiência do ano na tevê brasileira, superando a final da Copa Libertadores (leia quadro). O sucesso da trama também deu visibilidade a um grupo novo de noveleiros – homens entusiasmados com os rumos da turma do lixão, que nunca antes haviam acompanhado uma novela.
SILÊNCIO! homens assistem ao capítulo de “Avenida Brasil” num quiosque na orla de Copacabana “Considero que há um ‘antes’ e um ‘depois’ de ‘Avenida Brasil’ na história da tevê”, afirma Ricardo Waddington, diretor de núcleo da trama. Para ele, a boa história quebrou a conhecida resistência masculina aos folhetins. “Igual a filme que, quando é bom, agrada a homens e mulheres.” Os irmãos cariocas Eduardo e Miguel Martinez, 21 e 26 anos respectivamente, não se importam com o preconceito, que dizem existir, contra “machos que vêem novela”. “Brincam comigo porque assisto, mas digo que existem dois tipos de homem: os que assumem gostar dessa novela e os que não têm coragem de assumir”, diz Eduardo.
NA ACADEMIA eles veem a novela enquanto treinam E o que fisgou a plateia masculina? A construção da trama, carregada de mentira, traição, violência e vingança, presentes em roteiros de ação que tanto atraem os homens, estão fortemente presentes em “Avenida Brasil”, e ajudam a explicar o sucesso. De quebra, os personagens reproduzem tipos bem brasileiros. “O empreendedorismo, o sonho de ser jogador de futebol e a ascensão social são realidades levadas para a telinha”, afirma Claudino Mayer, especialista em teledramaturgia pela Universidade de São Paulo. Ambientes mostrados na novela, como a sinuca e o campo de futebol do bairro fictício Divino, são considerados iscas masculinas. “Mas a pelada é só desculpa. O homem se vê mesmo em personagens como o Leleco (Marcos Caruso)”, diz Mayer.
Intérprete do locutor Darkson, rival de Leleco pelo amor da bela Tessália (Débora Nascimento), o ator José Loreto conta que o futebol com os amigos ultimamente tem acabado mais cedo – para ver a novela, sim, mas de um jeito masculino. “Jogamos, assistimos ao capítulo e depois vamos beber cerveja”, explica. Para o psicanalista e professor Sócrates Nolasco, o brasileiro considera que sua identidade sexual é ameaçada ao assistir a uma novela. “Mas, ao ver na trama um machão, um tipo que joga futebol, ele percebe que não há ‘risco’ e sepermite ver também.”
Nilson Xavier, autor do “Almanaque das Telenovelas Brasileiras”, diz que é inegável que a carga forte de violência e suspense atiça o público masculino. Mas o sucesso de “Avenida Brasil” é uma soma de qualidades. Uma direção impecável, com ritmo de cinema; um elenco fabuloso, com personagens vivos, que mudam bastante, “como na vida real”; uma estrutura narrativa de seriado americano, apoiada em ganchos finais. E a vilã Carminha, uma unanimidade que independe de gênero: todos elogiam a interpretação milimétrica e excepcional de Adriana Esteves, que tem gravado dia e noite e emagreceu muito nesta reta final. Tanto que as roupas de Carminha estão sendo apertadas no corpo de Adriana antes das gravações. Mas na sexta-feira 19 tudo acaba. O último capítulo vai mostrar o desfecho de Carminha, Nina (Débora Fallabela), Tufão (Murilo Benício) e companhia. Tem que ser muito macho para aguentar tantas emoções. Colaborou João Loes
ag. IstoÉ

Presitente Dilma Rosseff enfrenta Bancada ruralista e veta conquistas da categoria no Código Florestal

Os nove vetos que a presidente Dilma Rousseff impôs ao texto do Código Florestal aprovado no final do mês passado pelo Congresso Nacional, que constam da lei publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União (DOU), anulam as principais conquistas obtidas pela bancada ruralista durante as discussões do tema na comissão mista especial do Congresso Nacional que analisou a matéria. Os benefícios aos médios produtores rurais na recuperação das matas nas margens dos rios, o plantio de árvores frutíferas na recomposição das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e a possibilidade de regularização da situação relativa às autuações antes de junho de 2008, a partir da adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), foram eliminados na nova legislação. A presidente Dilma anulou um dos pontos mais comemorados pelos ruralistas, que foi a redução para 15 metros da obrigatoriedade de recomposição florestal em propriedades com áreas entre 4 a 15 módulos nos rios com até 10 metros de largura. O governo retomou a proposta original, que prevê a faixa de recuperação das matas de acordo com o tamanho das propriedades, observando o mínimo de 20 metros e máximo de 100 metros contados da borda da calha do leito regular dos rios. A presidente Dilma Rousseff também vetou a exclusão da obrigatoriedade de reflorestamento nas margens dos reservatórios artificiais de água que não decorram de barramento ou represamento de cursos d'água e impediu que o cômputo das Áreas de Preservação Permanente no cálculo do porcentual da Reserva Legal do imóvel ficasse restrito a 50% da área do imóvel nas regiões fora da Amazônia, onde o limite permitido é de 80%. Outra proposta vetada é a que garantia o uso das áreas consolidadas, pois limitava a exigência de recomposição a 25% da área total do imóvel no caso dos proprietários que até junho de 2008 detinham até 10 módulos fiscais fora da Amazônia Legal.